Dia 13 de junho, domingo, voltamos a brincar nas praças...
e depois que a gente começa, só tem folga em dezembro.....
o melhor é que temos novidades na equipe, queremos fazer experimentos com bolinhas de sabão, vamos ter um monitor a mais, e muita, muita muita brincadeira!!!!!!
se depender de nós, circo e cultura popular vão brilhar o ano inteiro!!!!!
“Vocês já perceberam que tudo o que um índio faz está dentro de um círculo, isto porque o Poder do Mundo trabalha sempre em círculos e as coisas todas tentam ser redondas. Nos velhos dias, quando ainda éramos um povo forte e feliz, o nosso poder provinha do anel sagrado da nação, e enquanto este anel manteve-se intacto o povo floresceu. A árvore florida era o centro vivo do anel e o círculo dos quatro quadrantes a alimentava. O leste trazia a paz e a luz; o sul, o calor; o oeste, a chuva; e o norte, com seu vento rijo e frio, trazia a força e a paciência. Este conhecimento foi a religião que nos trouxe do mundo exterior. Tudo o que o Poder do Mundo faz é feito em círculo. O céu e redondo e ouvi dizer que a terra é redonda como a bola, e as estrelas também. O vento, no seu máximo poder, rodopia. Os pássaros constroem ninhos em círculos, pois a religião deles é igual à nossa. O sol vem e vai num círculo, como a lua, e ambos são redondos.
Mesmo as estações formam um grande círculo em suas mudanças, voltando sempre ao ponto em que estiveram. A vida de um homem é um círculo de infância a infância, e assim em tudo o que o poder move. Nossas tendas eram redondas como os ninhos dos pássaros e dispostas em círculo, o anel da nação, um ninho de muitos ninhos que o Grande Espírito nos deu para gerar nossos filhos.”
Hehaka Sapa, ou Alce Negro, chefe e místico Sioux Oglala explica-nos a importância e o simbolismo do círculo para o índio...
Curumim
chama cunhata
que eu vou contar...
“O homem branco jamais se preocupou com a terra, nem com o veado, nem com o urso. Quando nós, índios, matamos um animal, comemos ele todo. Quando queremos arrancar uma raiz, fazemos pequenos buracos no chão. Quando construímos casas, também fazemos pequenos buracos. Quando queimamos a erva contra os gafanhotos, não arruinamos tudo. Recolhemos as bolotas e as pinhas. Não derrubamos árvores. Usamos apenas madeira morta. Mas os brancos reviram a terra, arrancam as árvores, matam tudo. A árvore diz “Não! Eu sou sensível. Não me fira”. Mas eles a derrubam e a cortam em pedaços. O espírito da terra os odeia. Eles destroem as árvores e as puxam pelas entranhas. Eles serram as árvores. Isto as fere. Os índios nunca ferem nada, enquanto os brancos destroem tudo. Explodem rochas e as espalham pelo chão. A pedra diz “Não! Você está me ferindo”. Mas o branco não presta atenção. Quando os índios usam pedras, escolhem as menores e arredondadas que servem para a cozinha. Como é que o espírito da terra pode gostar do homem branco? Onde o branco põe a mão há sofrimento.”
Uma velha Wintu religiosa fala com tristeza da destruição brutal e desnecessária de sua terra pelos brancos...
Palavra de índio!
Kaka Wera Jecupe na Biblioteca Viva Itinerante em dezembro de 2009, sempre divulgando valores como a consciência ecológica e o respeito à diversidade cultural .
Fomos ate a Teias das Açoes, da qual o biblioteca viva faz parte (pontinhos e açao grio). ficamos muito felizes, o local realmente respirava a cultura popular e la recebemos a noticia que o PROMIC patrocinará mais 17 eventos do Biblioteca Viva Itinerante!!!!!!
entao, a partir de maio voltamos contudo.
Para 2010, nosso segundo ano de atuação, a principal melhoria a ser apresentada é humana, contando a equipe com mais um monitor. Assim, alem da equipe fixa haverá 2 monitores periódicos, pois cada lugar tem sua especificidade: tem lugar onde os livros e contação de histórias encantam mais, e, portanto, levamos mais contadores; tem lugar que a perna-de-pau é concorridíssima (precisamos de um monitor extra pra dar conta), tem lugar que ter vários palhaços faz a diferença total... (e assim podemos falar de vários elementos...), também há a questão da faixa etária que predomina, da classe social, do número de participantes...
Biblioteca Viva Itinerante: uma mistura de palavras e brinquedos, histórias e brincadeiras, poemas, livros e palhaços, cirandas e almofadas, desenhos e tambores, sucatas e pernas de pau... e muito mais!!!!
Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Parceria com Atitude - da Elaine, que entrou mesmo na brincadeira!
A galera adorou a perna de pau!!!! E pela primeira vez eu vi um caso, de uma menina tao louca pra aprender a andar, que ela pegava (a perna com perneira) e saia correndo....sem nunca ter andado...claro que caia, mas se levantava e ia de novo...ela caiu muito!
Dois convidados especiais farão parte desta edição: Kaká Werá Jecupé e a Cia Duberrô.
Kaká Werá Jecupé é índio Tapuia, escritor, autor de vários livros; vem com a finalidade principal de estabelecer uma ponte entre o conteúdo significativo inspirado em histórias de tradições orais, que atravessam tempos e gerações pela sua relevância e significância dentro das culturas e o prazer e importância da transmissão desses saberes através da via literária, divulgando valores como a consciência ecológica e o respeito à diversidade cultural. Alem da palestra, Kaká Wera lançara seu livro "As Fabulosas Fábulas de Iauaretê" (ed. Peirópolis).
A Cia Duberrô, de São Paulo, trabalha junto a Kaká Werá Jecupé, valendo da sabedoria contida na forma lúdica de se contar histórias, herança das tradições ancestrais, para dar o enfoque ao fantástico, mitos, lendas e fábulas que são formas antigas das culturas transmitirem valores, o imaginário popular e a
cosmovisão dos povos indígenas. A história A mulher que casou com Iauaretê nos apresenta de forma lúdica e envolvente ensinamentos profundos a respeito do relacionamento humano, do respeito às diferenças, da importância de aceitar e valorizar a própria identidade e auto-estima.
Enfim, desejamos uma comemoração de aniversário com um olhar especial para a necessidade do brincar; lembrando, vivenciando e respeitando esse direito. Uma cidade que comemora seu aniversário de 75 anos é uma cidade-criança, e o que uma criança mais deseja do que comemorar seu aniversário brincando?
PROGRAMAÇÃO:
A partir das 16h:
·Troca e leitura de livros
·Oficina de brinquedo: construção do carrinho do Valdivino
·Oficina de brinquedos populares
·Pinturas e desenhos
·Construção de pipas
·Cantinho da massagem
·Brincadeiras ccom brinquedos circenses, inclusive perna de pau
·Cantinho da massagem
·Brincadeiras e cirandas com o palhaço Coisa Fina
·Camarim de fantasias utilizando a estrutura do carro Biblioteca Viva Itinerante que esta plotado.
·Papel reciclado com o projeto papel da arte
17h:
·Contação da historia A mulher que casou com Iauaretê com a Cia Duberrô de São Paulo
18h:
·Palestra de Kaká Wera Jecupé e lançamento do livro "As Fabulosas Fábulas de Iauaretê" (ed. Peirópolis)
Onde:PraçaDo Monumento À Bíblia – perto da casa do papai Noel